Havia
duas nações indígenas que andavam em pé de guerra, a Tupi e a nação Tapuia,
sendo os primeiros compostos dos índios Tupiniquins considerados os mais
obedientes e Tupinambás os mais arredios e os Tapuias eram compostos dos índios
Aymorés, Botocudos e Gueréns.
Esses índios foram
pacificados pelos Padres Italianos em 1750, sobre o comado do Frei Bernandino
de Milão, onde organizou uma capela na aldeia Una, atual região do Amparo, em
que vivia cerca de 450 indios Geréns. Em 1754, nasce a capela modesta do
Amparo, onde os índios são deslocados para aldeia de São Fidelis, devido ascos
com os moradores portugueses no Amparo, a estrutura da Igreja sendo terminada
no ano de 1780. Quando Valença é elevada a Vila nova Valença do Sagrado Coração
de Jesus em 1799, deveria ser o Padroeiro da terra, considerado o Santo da
Freguesia, no entanto pela Fé que foi enraizada no Povo, continuou considerar e
adorar Nossa Senhora do Amparo como Padroeira.
A Igreja Nossa Senhora do Amparo, está
situada na cidade de Valença, em um lugar denominado “Alto do Amparo”. Possui
um grande adro, cercado por balaustrada onde reúnem os fiéis e os profanos
durante a festa da Padroeira dos Operários de Valença.
A Igreja tem planta
retangular e é constituída de nave, capela mor e sacristia. Na torre esquerda,
tem um relógio de 1822, ainda em funcionamento e que aciona o sino, de hora em
hora. Possui telhado de duas águas e duas torres terminadas por cúpulas,
revestidas por azulejos azuis e brancos. Cinco portas superpostas por igual
números de janelas, vazam a fachada. O interior é rico, com cinco altares
neoclássicos em talha branca e dourada. Possui imagens de Nossa Senhora do
Amparo, Santa Efigênia e São Joaquim aém de várias telas em óleo, de autores
desconhecidos.
’’Sendo visitada a igreja pelo Imperador
D.Pedro II que afirmou “muito bem
situada, igrejinha reparada com pintura por Bernardino Madureira.Vê -se daí(da
igreja) o Farol do Morro de São Paulo e a vila de Cairu[1]
bem longe” e fez ainda uma critica a igreja do Amparo afirmando:” A igrejinha é bonita assim não fosse o
teto tão baixo, foi a primeira igreja da Vila de Valença e o vigário já se viu
cercado pelo Gentio”
Igreja Sagrado Coração de Jesus
Construções Históricas
do Século XVIII e XIX
Valença detém um valioso patrimônio arquitetônico e
cultural, presente nas suas calçadas de pedras irregulares, nos sobrados
coloniais e nas ruínas da antiga fábrica de tecidos.
Destaque ainda para as antiga residência do Comendador
Madureira e as construções arquitetônica presente na praça da republica e
centro da cidade, com reduto de imagens sacras dos séculos XVIII e XIX que pode
ser visitada por dentro até os dias de hoje.
A cidade é também um grande
centro artesanal de construção naval. Para quem desejar desbravar a natureza da
região por completo com um vasto patrimônio natural que inclui 15 quilômetros
de praias, imponentes cachoeiras, belas ilhas, o grandioso Rio Una e um vasto
manguezal. O turista também conta com o turismo ecológico: passeios de barco pelos rios e reservas de
mata atlântica são imperdíveis, dada a beleza com que a natureza se apresenta
aos olhos. Independente da vizinhança, Valença cativa o visitante e oferece uma
boa estrutura turística para o conforto de quem a visita podendo levar consigo
imagens deslumbrante do período da colonização.
O conjunto de sobrados de
notável homogeneidade, provavelmente de meados do século XIX, foram construídos
na mesma época, mas até onde se sabe, por proprietários diferentes. O conjunto
era composto por três sobrados de dois pavimentos, recobertos por um único
telhado de duas águas, no desvão do qual se aninham os sótãos. Térreos de
utilização comercial e andares superiores residenciais. Ao fundo varandas,
anexos de serviços e pequenos quintais. A fachada principal do conjunto é
voltada para o rio e de suas janelas avistam-se o cais e a ponte Inocêncio
Galvão, que liga as duas partes da cidade de Valença. Os sobrados formam,
praticamente, um pequeno quarteirão, destacando-se pela sua volumetria, entre o
casario baixo, em grande parte já descaracterizada.
CASARÕES
DA PRAÇA DA REPÚBLICA
Imagem atual
Imagem antiga
Câmara de Valença
Economicamente é uma cidade muito importante para região,
sendo que a mesma preserva diversas construções arquitetônicas do século XVIII
e XIX no centro da cidade, abrigando órgão publico,que pode ser visitada por
dentro ( é o caso da câmara municipal de vereadores e do teatro municipal).
A
câmara de vereadores iniciou sua construção em 17 de janeiro de 1854, sendo
auxiliadas por doações da própria população e do governo provincial, porém só
foi concluída as obras em 1856 por falta de recursos. É um dos mais expressivos
exemplares de construções arquitetônica neoclássica da cidade, com pintura das
paredes do salão das sessões da câmara e do júri, foram ricamente decoradas com
papeis de paredes de padrões europeus e os forros e esquadrias receberam
detalhes de ouro.
Atualmente o prédio é ocupado pela Câmara e abriga também
a Biblioteca Municipal – divisão Luiz Damasceno Ferreira, entre outras coisas.
Parte de seu antigo mobiliário encontra-se no Museu da Santa Casa da
Misericórdia e na Prefeitura Municipal.
Fonte: Site da câmara Municipal de Valença
ARQUITETURA
COLONIAL DA CIDADE DE VALENÇA
FÓRUM
GONÇALO PORTO
Arquitetura de valor principalmente histórico e
ambiental. Situado na esquina da Praça Dois de Julho com as Ruas Conselheiro
Zacarias e 1º de Março na periferia da parte antiga de Valença. O entorno do
fórum é constituído por casas já modificadas e casas do século atual.
Casa de residência,
provavelmente do final do século XVIII, onde nasceu o eminente estadista Cons.
Zacarias de Góes e Vasconcelos em 05 de novembro de 1815. Pertenceu depois a
Aristides Galvão de Queiroz. Em seguida pertenceu ao Sr. Manoel Queiroz, logo
após ao casal Cunha Menezes.
Em 1942, pelo Decreto Lei Municipal n° 148, de 05/IV o
prédio foi desapropriado, com a finalidade de receber os serviços judiciários
da Comarca de Valença, sendo doado ao Estado com esta finalidade e transformado
no Fórum Zacarias de Góes. Foi a seguir denominado Fórum Rui Barbosa. Em 1969,
por Decreto 21.485, de 14/X, passou a chamar-se Fórum Gonçalo Porto de Souza.
Atualmente abriga o Juizado Especial de Pequenas Causas.
Imagens antigas do Fórum Gonçalo Porto






Prezado, quais bibliográfias utilizou para escrever o post. Não as vi no mesmo. Caso possa me passar agradeço.
ResponderExcluir