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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Igreja Nossa Senhora do Amparo




Havia duas nações indígenas que andavam em pé de guerra, a Tupi e a nação Tapuia, sendo os primeiros compostos dos índios Tupiniquins considerados os mais obedientes e Tupinambás os mais arredios e os Tapuias eram compostos dos índios Aymorés, Botocudos e Gueréns.
 Esses índios foram pacificados pelos Padres Italianos em 1750, sobre o comado do Frei Bernandino de Milão, onde organizou uma capela na aldeia Una, atual região do Amparo, em que vivia cerca de 450 indios Geréns. Em 1754, nasce a capela modesta do Amparo, onde os índios são deslocados para aldeia de São Fidelis, devido ascos com os moradores portugueses no Amparo, a estrutura da Igreja sendo terminada no ano de 1780. Quando Valença é elevada a Vila nova Valença do Sagrado Coração de Jesus em 1799, deveria ser o Padroeiro da terra, considerado o Santo da Freguesia, no entanto pela Fé que foi enraizada no Povo, continuou considerar e adorar Nossa Senhora do Amparo como Padroeira.
A Igreja Nossa Senhora do Amparo, está situada na cidade de Valença, em um lugar denominado “Alto do Amparo”. Possui um grande adro, cercado por balaustrada onde reúnem os fiéis e os profanos durante a festa da Padroeira dos Operários de Valença.
A Igreja tem planta retangular e é constituída de nave, capela mor e sacristia. Na torre esquerda, tem um relógio de 1822, ainda em funcionamento e que aciona o sino, de hora em hora. Possui telhado de duas águas e duas torres terminadas por cúpulas, revestidas por azulejos azuis e brancos. Cinco portas superpostas por igual números de janelas, vazam a fachada. O interior é rico, com cinco altares neoclássicos em talha branca e dourada. Possui imagens de Nossa Senhora do Amparo, Santa Efigênia e São Joaquim aém de várias telas em óleo, de autores desconhecidos.
’Sendo visitada a igreja pelo Imperador D.Pedro II que afirmou “muito bem situada, igrejinha reparada com pintura por Bernardino Madureira.Vê -se daí(da igreja) o Farol do Morro de São Paulo e a vila de Cairu[1] bem longe” e fez ainda uma critica a igreja do Amparo afirmando:” A igrejinha é bonita assim não fosse o teto tão baixo, foi a primeira igreja da Vila de Valença e o vigário já se viu cercado pelo Gentio” 




Igreja Sagrado Coração de Jesus
 
 


Construções Históricas do Século XVIII e XIX



Valença detém um valioso patrimônio arquitetônico e cultural, presente nas suas calçadas de pedras irregulares, nos sobrados coloniais e nas ruínas da antiga fábrica de tecidos.
Destaque ainda para as antiga residência do Comendador Madureira e as construções arquitetônica presente na praça da republica e centro da cidade, com reduto de imagens sacras dos séculos XVIII e XIX que pode ser visitada por dentro até os dias de hoje.
A cidade é também um grande centro artesanal de construção naval. Para quem desejar desbravar a natureza da região por completo com um vasto patrimônio natural que inclui 15 quilômetros de praias, imponentes cachoeiras, belas ilhas, o grandioso Rio Una e um vasto manguezal. O turista também conta com o turismo ecológico:  passeios de barco pelos rios e reservas de mata atlântica são imperdíveis, dada a beleza com que a natureza se apresenta aos olhos. Independente da vizinhança, Valença cativa o visitante e oferece uma boa estrutura turística para o conforto de quem a visita podendo levar consigo imagens deslumbrante do período da colonização.
O conjunto de sobrados de notável homogeneidade, provavelmente de meados do século XIX, foram construídos na mesma época, mas até onde se sabe, por proprietários diferentes. O conjunto era composto por três sobrados de dois pavimentos, recobertos por um único telhado de duas águas, no desvão do qual se aninham os sótãos. Térreos de utilização comercial e andares superiores residenciais. Ao fundo varandas, anexos de serviços e pequenos quintais. A fachada principal do conjunto é voltada para o rio e de suas janelas avistam-se o cais e a ponte Inocêncio Galvão, que liga as duas partes da cidade de Valença. Os sobrados formam, praticamente, um pequeno quarteirão, destacando-se pela sua volumetria, entre o casario baixo, em grande parte já descaracterizada. 


CASARÕES DA PRAÇA DA REPÚBLICA

Imagem atual


Imagem antiga





Câmara de Valença

Economicamente é uma cidade muito importante para região, sendo que a mesma preserva diversas construções arquitetônicas do século XVIII e XIX no centro da cidade, abrigando órgão publico,que pode ser visitada por dentro ( é o caso da câmara municipal de vereadores e do teatro municipal).
 A câmara de vereadores iniciou sua construção em 17 de janeiro de 1854, sendo auxiliadas por doações da própria população e do governo provincial, porém só foi concluída as obras em 1856 por falta de recursos. É um dos mais expressivos exemplares de construções arquitetônica neoclássica da cidade, com pintura das paredes do salão das sessões da câmara e do júri, foram ricamente decoradas com papeis de paredes de padrões europeus e os forros e esquadrias receberam detalhes de ouro.
Atualmente o prédio é ocupado pela Câmara e abriga também a Biblioteca Municipal – divisão Luiz Damasceno Ferreira, entre outras coisas. Parte de seu antigo mobiliário encontra-se no Museu da Santa Casa da Misericórdia e na Prefeitura Municipal.
Fonte: Site da câmara Municipal de Valença

ARQUITETURA COLONIAL DA CIDADE DE VALENÇA
FÓRUM GONÇALO PORTO
 
Arquitetura de valor principalmente histórico e ambiental. Situado na esquina da Praça Dois de Julho com as Ruas Conselheiro Zacarias e 1º de Março na periferia da parte antiga de Valença. O entorno do fórum é constituído por casas já modificadas e casas do século atual.
Casa de residência, provavelmente do final do século XVIII, onde nasceu o eminente estadista Cons. Zacarias de Góes e Vasconcelos em 05 de novembro de 1815. Pertenceu depois a Aristides Galvão de Queiroz. Em seguida pertenceu ao Sr. Manoel Queiroz, logo após ao casal Cunha Menezes.
Em 1942, pelo Decreto Lei Municipal n° 148, de 05/IV o prédio foi desapropriado, com a finalidade de receber os serviços judiciários da Comarca de Valença, sendo doado ao Estado com esta finalidade e transformado no Fórum Zacarias de Góes. Foi a seguir denominado Fórum Rui Barbosa. Em 1969, por Decreto 21.485, de 14/X, passou a chamar-se Fórum Gonçalo Porto de Souza. Atualmente abriga o Juizado Especial de Pequenas Causas.

Imagens antigas do Fórum Gonçalo Porto


 


1 comentários:

  1. Prezado, quais bibliográfias utilizou para escrever o post. Não as vi no mesmo. Caso possa me passar agradeço.

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